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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ÍNDIA: SMOG ESTÁ A DESTRUIR PLANTAÇÕES SUFICIENTES PARA ALIMENTAR 94 MILHÕES DE PESSOAS

Mäyjo, 04.12.15

Índia: smog está a destruir plantações suficientes para alimentar 94 milhões de pessoas

A Índia está a atravessar um grave problema de poluição. O problema é tão severo que está a destruir vastos campos de cultivo que poderiam alimentar milhões de habitantes do país. Um novo estudo revela que os níveis de ozono no solo, o principal componente do smog, estão a causar danos a cerca de 6,7 milhões de toneladas de produtos alimentares indianos, como o trigo e o arroz, por ano.

Os dados revelam que as colheitas perdidas valem cerca de €1.000 milhões e poderiam dar para alimentar cerca de 94 milhões de pessoas – cerca de um terço dos indianos com necessidades económicas.

O ozono à superfície do solo provém das emissões dos veículos, indústria e fogões de cozinha. Há muito que se sabia que o ozono tem impactos negativos na saúde humana, mas a descoberta dos seus efeitos nos vegetais cria um novo problema. De acordo com Collete Heald, uma das investigadoras do estudo, a produção agrícola é “muito sensível à poluição do ozono” e como tal é importante considerar as “implicações agrícolas da regulamentação da qualidade do ar”.

A Índia é dos países mais poluídos e o ar de Nova Deli é o mais poluído do mundo, superando os níveis de poluição na China.

Um outro estudo recente, elaborado pelo MIT e pela Colorado State University revelou que a combinação entre as alterações climáticas e o ozono ao nível do solo pode criar uma grave ameaça ao abastecimento alimentar global nas próximas décadas, refere o Inhabitat.

Foto: Dey / Creative Commons

Paris impõe restrições à livre circulação de veículos devido ao elevado grau de poluição

Mäyjo, 22.03.15

Paris impõe restrições à livre circulação de veículos devido ao elevado grau de poluição

Paris, tal como outras cidades francesas, está sob o alerta máximo para os níveis de poluição. Em março do ano passado, a capital francesaesteve envolta num intenso nevoeiro, durante 5 dias, provocado pela suspensão de partículas poluídas. A falta de chuva e o calor anormal que se fez sentir  impediu a dispersão da poluição, o que levou as autoridades a tomarem várias medidas para minimizar a situação, nomeadamente a utilização gratuita dos transportes públicos durante três dias.

Depois de terem ordenado a diminuição da velocidade de circulação em algumas vias, o desvio de camiões do centro da cidade e a limitação da atividade de algumas indústrias nas imediações da cidade, as autoridades parisienses restringiram a livre circulação dos veículos.

De acordo com o Guardian, as autoridades queriam diminuir para metade o número de veículos a circular nas ruas até a poluição diminuir. Para tal, entrou em vigor uma restrição à livre circulação de carros. Os veículos autorizados a circular foram calendarizados em dias alternados e a calendarização foi feita com base no número da matrícula.

Contudo, a decisão não agradou a muitos parisienses que dependem dos veículos próprios para se deslocarem dos subúrbios para o centro da cidade, onde trabalham. Muitos estavam mesmo dispostos, referiu o jornal britânico, a infringir a restrição e pagar a multa consequente – €22 – caso fossem apanhados pelas autoridades.

Para assegurar que as restrições eram cumpridas foram destacados 700 polícias adicionais para patrulharem as ruas de paris e de 22 subúrbios circundantes.

Além da calendarização dos carros autorizados a circular, as autoridades emitiram ainda uma lista dos veículos que não eram afetados pelas restrições: transportes públicos, táxis, carros elétricos e híbridos e carros com pelo menos três ocupantes, num encorajamento à partilha de veículos.

Foto:  dbakr / Creative Commons 

CHINA: GOVERNO CENSURA DOCUMENTÁRIO VIRAL SOBRE POLUIÇÃO NO PAÍS

Mäyjo, 14.03.15

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O Governo da China mandou retirar da internet um documentário – que se tornou viral em poucas horas – sobre a poluição atmosférica no país. “Under the Dome”, como que chama, retrata a investigação pessoal de Chai Jing, um antigo jornalista televisivo, que confronta a questão do smog, do ponto de vista da mãe de um recém-nascido.

O documentário foi lançado no Youku, o relativo chinês do Youtube, tendo rapidamente atingido milhões de visualizações tanto na China como no resto do mundo. A popularidade inicial do documentário parece ter sido tolerada pelo Governo – e até visto como um sinal da vontade governamental renovada em combater o problema da poluição, escreve o TreeHugger.

Porém, uma semana depois de ter sido divulgado, o vídeo foi censurado pelos líderes chineses. Apesar de ter sido retirado do Youku, o documentário continua no Youtube, onde pode ser visualizado com legendas em inglês.

O documentário foi também noticiado em vários meios de informação chineses, mas a meio da semana as noticias sobre o trabalho de Chai Jing começaram a ser censuradas e desapareceram da agenda dos media, sem qualquer explicação.

“Under the Dome” foi já comparado a documentários como “A Verdade Inconveniente”, de Al Gore, e a “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson.

Foto: digital-dreams / Creative Commons

Os extremos da poluição na China

Mäyjo, 09.12.14

Os extremos da poluição na China (com FOTOS)

As vagas de nevoeiro causado pela intensa poluição, conhecido como smog, são uma constante na China. Contudo, no último ano e já no início deste, estas vagas têm-se tornado cada vez mais frequentes e afectam cada vez mais cidades.

O norte da China é a região mais afectada pelo smog, mas os ventos transportam a poluição para o resto país e até para outras nações, nomeadamente os Estados Unidos.  As cidades com o maior índice de poluição encontram-se em Hebei, a região industrial que circunda Pequim.

Nesta última semana, Pequim e outras seis províncias do norte foram afectadas por uma nova vaga de smog, refere o Guardian. A concentração de partículas por milhão do tipo 2,5 – as que são pequenas o suficiente para penetrarem no tecido pulmonar e na corrente sanguínea – atingiram os 505 microgramas por metro cúbico em alguns dias desta semana. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que este tipo de partículas não ultrapasse os 25 microgramas por metro cúbico.

As autoridades chinesas introduziram já várias regras e medidas – e também promessas – para melhorar a qualidade do ar. Contudo, o problema continua a agravar-se. Existem já cidadãos que estão a processar o Governo chinês, por considerarem que os governantes não estão a fazer o que deviam para reduzir a poluição do ar. O primeiro queixoso chama-se Li Guixin, que vive em Shjiazhuang, a capital da província de Hebei.

China Pollution

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Foto:  Honza Soukup / Creative Commons

China abre primeira clínica especializada em poluição atmosférica

Mäyjo, 23.03.14

China abre primeira clínica especializada em poluição atmosférica

 

Um hospital no sudoeste chinês abriu uma clínica para doentes que sofrem de sintomas relacionados com o smog, explicou ontem um médico daquele país, citado pela imprensa norte-americana. A clínica, situada em Chengdu, já tratou mais de 100 pacientes desde a sua abertura, na semana passada.

Segundo um especialista chinês em saúde pública, esta tendência deverá ser seguida por outros hospitais e clínicas, como forma de combater “rentabilizar” a poluição atmosférica do país.

Wang Qixun, médico da clínica, explicou que o lançamento deste serviço teve como pano de fundo o grande aumento de pacientes com sintomas ligados ao smog no último ano.

Desde que abriu, a 9 de Dezembro, a clínica tratou cerca de 12 pacientes por dia, a maioria com sintomas comuns – tosse, gargantas inflamadas e comichão – mas também asma e doenças de coração “pioradas” pelo smog.

À entrada da clínica, uma faixa vermelha ajuda os pacientes a sentirem-se melhor, pelo menos psicologicamente. “Não devemos temer o smog. Ele é prevenível e curável”.

Na verdade, a cidade de Chengdu tem pouca indústria, sobretudo se compararmos com Pequim ou outras cidades chinesas, pelo que muitos crêem que esta clínica não passa de uma acção de marketing do hospital. Mas a verdade é que as notícias de nevoeiros intermináveis, escolas fechadas devido à poluição e trânsito proibido por má visibilidade sucedem-se a um ritmo esmagador.